O que fazer (e o que não fazer) quando o meu filho não come?

Resultados da pesquisa por logoUma das maiores preocupações das mães em relação aos filhos é mesmo com a comida. -“Meu filho não come!” ou “só come besteira” é uma das queixas mais comuns que a maioria dos nutricionistas que atendem crianças e pediatras ouve em seus consultórios

Mas a maioria desta queixa não é relativamente séria. É importante que os pais compreendam que o apetite da criança diminui após o primeiro ano de vida, e isto é normal. A criança triplica seu peso até o primeiro ano e depois ocorre uma diminuição do ganho de peso e crescimento. Tudo normal!

O importante é não forçar a criança a comer quando não estiver com apetite, mas oferecer mais comida a ela quando estiver se recuperando e a vontade de comer voltar, além de nunca oferecer recompensas durante a refeição, pois a criança associa o alimento a uma coisa ruim. Ela pensa, por exemplo, “minha mãe vai me dar sorvete de sobremesa se eu comer essa abobrinha, isso deve ser um sacrifício mesmo, não é?”.

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O acompanhamento do crescimento através do cartão da criança também é muito útil para verificar se ela está se desenvolvendo corretamente ou tem algum problema. O certo é que ela ganhe peso, mesmo que pouco, a cada mês. Se ela estiver acompanhando a curva, dentro dos limites máximo e mínimo, está tudo bem. No entanto, nesta fase, a criança pode mudar de peso com alguma frequência, sem que isto seja motivo de preocupação. A não ser que a perda de peso seja grande e súbita.

A fome aparece porque precisamos de alimentos para que o nosso corpo retire dele, vitaminas, nutrientes e a energia indispensáveis à vida. As crianças como estão em constante desenvolvimento precisam sempre ganhar peso porem nesta fase além de menor ganho de peso ocorre menor ganho de estatura.

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Cada criança possui sua própria necessidade de alimentos. Umas precisam mais, outras menos. Umas sofrem muito com a fome, outras menos. Uma criança miúda precisa comer menos do que outra da mesma idade mas que tem um corpo maior para sustentar. Também pode ocorrer que duas crianças da mesma idade e com o mesmo peso tenham apetites diferentes, porque suas necessidades são diferentes, desenvolvendo-se as duas normalmente.

O apetite varia muito, dependendo da constituição da criança, uma coisa pessoal e intransferível, que deve ser respeitada. Não tem como ficar comparando o que seu filho come com o que outras crianças comem.

Antigamente, costumava-se pesar o bebê antes e depois da mamada, ou a criança, depois de comer, para saber se havia se alimentado o suficiente. Suficiente, no entanto, é a quantidade que satisfaz a criança, e sobre isso ela é o único juiz de sua necessidade. Há bebês que mamam muito, em espaços longos; outros mamam pouco, a intervalos curtos; assim como há os que mamam muito em intervalos curtos e os que mamam pouco com longos intervalos: tudo depende da necessidade de energia de cada um e do quanto cada um deles teve a oportunidade de gastar. Assim também com a criança, dependendo da energia que ela consome. Geralmente a capacidade do estômago é o Peso dela (em kg) X 20 a 30 = capacidade do estômago em gramas. Mas como descrevi isto é muito relativo.

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Nenhuma criança deixa comida no prato se está com deficiência energética, mal alimentada ou com fome. Também não há um padrão a respeito do apetite de uma criança: hoje ela pode comer pouco e amanhã “comer bem”, na avaliação da mãe. O apetite e, consequentemente, a quantidade de comida que a criança ingere é sempre proporcional à sua necessidade de energia, à sua atividade, ao seu crescimento.

Mas existe uma grande relação entre o apetite e a vida emocional. Um ambiente carregado, a pressão dos adultos para que coma, problemas emocionais, tudo isso é capaz de tirar o apetite da criança. Mesmo tendo necessidade de comer, a hora de comer é tão desagradável para ela que a criança prefere não comer. Discussões, gritos à mesa, brigas, queixas e reclamações, mesmo que não se dirijam à criança, acaba tirando o seu apetite.

Se for contra ela, então, pior, porque a criança passa a relacionar a hora de comer com momentos desagradáveis e isso pode comprometer seu apetite.Young girl holding broccoli and sticking tongue out

Além do ambiente e do estado de espírito, a aparência visual da comida, o cheiro, o gosto, tudo tem importância porque quando a criança come com prazer come mais. Por isso mesmo (pelo prazer que ela sente) é que toda criança gosta muito de ir às lojas de fast food, onde sempre come muito. É importante sempre oferecer todos os alimentos, variando as preparações e não desistir no primeiro não. Ofereça a ela mais de 7 vezes ou mais para ter certeza que ela não gosta daquele alimento.

Se ele aceitar o alimento tente não fazer cara de surpresa, “festinhas”, ou mostrar uma alegria excessiva quando olhar o prato limpo. Pois como descrevi anteriormente a criança poderá associar a comida a deixar a “mamãe ou papai” felizes e quando ele quiser fazer birra é só ele não comer.

child_eating_veges_18ne7un-18ne7utOutra dica é nunca deixar a criança fazer o seu prato. Sempre faça o prato dela e ela come a quantidade que quiser. O responsável escolhe a qualidade do prato e a criança à quantidade. Sempre brinco que raramente vejo uma criança ir até fruteira pegar uma fruta. É mais fácil a mãe pegar a fruta (se possível cortar, deixando com uma aparência boa no prato) e oferecer a criança.

Sempre importante não forçar a criança a comer e comer junto com ela. Dar o exemplo que é importante comer de uma maneira saudável. Essa atitude é essencial para a educação nutricional já que eles se espelham nos pais ou cuidadores.

Claro que existem problemas mais sérios e isto precisão ser observados caso a caso. Um bom nutricionista, pediatra, fonoaudiólogo e psicólogo é importante quando essa fase normal vira uma obsessão para os pais trazendo para a criança até um trauma fazendo com que está fase se prolongue por mais tempo.

DICAS PARA AJUDAR OS PAIS NESTA FASE:

•Respeitar o direito da criança ter preferências e aversões, porem dizer não na primeira vez não é aversão. Ofereça a ela 7 ou mais vezes de diferentes preparações. Exemplo: cenoura cozida, cenoura ralada, bolo de cenoura, panqueca de cenoura etc.

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•Oferecer os alimentos em quantidades pequenas para encorajar a criança a comer. É comum às mães oferecerem mais comida do que a criança consegue assimilar, provavelmente, em virtude do fato de que e’ difícil para a mãe definir as reais necessidades de seu filho.

•Não forçar, ameaçar punir ou obrigar a criança comer, assim como não oferecer recompensas e agrados, atitudes que reforçam a recusa alimentar e desgastam pais e filhos.

•Não utilizar subterfúgios tais como o famoso “aviãozinho ou trenzinho”; visto que tais atitudes desviam a atenção e comprometem a percepção dos alimentos.

•Não demonstrar irritação ou ansiedade no momento da recusa. A criança deve sentir-se confortável no momento da refeição.

•Estabelecer o tempo de duração e os horários das refeições, evitando a oferta de alimentos a todo o momento.

•Apresentar os pratos de maneira agradável, com textura própria para a idade, evitando a monotonia alimentar, fator este que interfere de modo significativo na formação do habito alimentar da criança.

•Durante a refeição, o ambiente deve ser agradável, na ausência de ruídos, o que distrai a atenção da criança;

•Participação da criança durante preparo dos alimentos e na montagem do seu prato, uma atitude que incentiva a criança a comer e a estimula a participar das tarefas domesticas;

•Respeitar as oscilações passageiras do apetite, as quais ocorrem normalmente em todos os indivíduos.

•Não disfarçar os alimentos, para que a criança saiba o que esta’ comendo, favorecendo o aprendizado e a identificação de texturas e sabores.

•Para as crianças que ingerem grandes quantidades de leite, deve-se diminuir o volume e a frequência, uma vez que líquidos suprem a sensação de fome.

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Um beijo

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