Quem disse que amamentar é fácil?

Hoje quem irá escrever este post são vocês.

Isso mesmo, há 1 semana pedi no meu instagram (@criancabemnutrida) depoimentos de mamães sobre sua experiência na amamentação.
Resolvi fazer este post porque quando trabalhava no hospital, a maioria das novas mamães tinha alguma dificuldade em amamentar.
Esses depoimentos são para que todos saibam que amamentar é essencial e muito importante na vida do seu filho, mas amamentar não é fácil não são mil flores para todas as mães, requerem profissionais ajudando, apoio do companheiro e familiares, alimentação saudável  e muita força de vontade. Comparo essas mães com super heroínas.
Recebi muitos e-mails e depoimentos, vou compartilhar alguns!
Sei que muitas mamães irão se identificar agora.

 

Primeiro depoimento – Mamãe Juliana
Boa noite
Me chamo Juliana, mãe do Lucas de 14 anos e do João de 5 meses e meio. Ainda amamento de forma exclusiva ate o final do mês, quando João começará a entrar no universo das papinhas e suquinhos.
Bom, com meu primeiro filho não tive nenhum problema durante a amamentação, boa pega, mamava bastante e seguiu assim até os 2 anos. Já com o mais novo, João, a coisa começou bem, mamou logo que nasceu, mas descarrilhou ao longo do processo.
Logo no dia seguinte ainda no hospital o seio rachou, o que piorou bastante ao longo dos dias. Os primeiros 15 dias foram traumáticos, mas desistir não era uma opção.
A cada mamada era um sofrimento, seios machucados, sangrando, dor e medo da próxima mamada. Era ele chorando de fome e eu chorando de dor. Muito leite para pouco peito e uma boca minúscula, mas com muita fome, equação que tinha tudo para dar errado.
Quando fomos no posto das a BCG, encontramos uma enfermeira que do nada nos perguntou como estava a amamentação, não sei se ele notou na minha cara o ar de pavor, mas fato é que foi um anjo na minha vida aquele dia.
Ensinou uma massagem para aliviar o as mamas que estavam quase explodindo de tanto leite, ajudou a “treinar” o João para uma pega correta, já que ele mamava igual a uma aranha mexendo todos os braços e pernas. E explicou que a pega errada causava dor na mãe, desconforto no filho e não era bom para ninguém.
Até ai tudo bem, mas e como resolver os seios já rachados e que pioravam a cada mamada?
Daí veio o bico de silicone. Relutei muito para usar, pois achava artificial e ficava com medo dele se acostumar e não querer mais o seio. Bom, tive que me render já que a situação estava ficando critica.
Em uma semana com o uso do bico e da concha os seios estavam melhores, passei a conseguir fazer a ordenha manual e as vezes com a bomba para tirar o que ele não iria conseguir mamar para não deixar ficar muito cheio.
Passado o primeiro mês nem me lembrava de mais onde estava o tal bico e a concha e João mamava feliz e contente, calminho, sem se debater, chorar e resmungar.
Hoje é um bebe gordinho e ativo com seus 8,5kg que mama em livre demanda, o que para ele significa o dia inteiro, e já se prepara para começar a provar novos sabores na semana que vem.
Nessa etapa estressante e dolorosa o apoio do marido foi fundamental, sempre ao meu lado, até quando eu chorava de dor e ele infelizmente não podia fazer muito, mas entendia e estava ali para ajudar.
Não me arrependo de ter continuado mesmo sentindo dor, mesmo sendo estressante e de ter escutado muito para desistir. O Resultado é gratificante.

 

Segundo depoimento – Mamãe Anelise

Amamentei minha primeira filha até os oito meses (exclusivo até os cinco, pois voltei a trabalhar e ela precisou entrar na fruta e depois sopa, pois a ordenha não era suficiente). Menos do que eu gostaria, mas tendo em vista minha inexperiência, a falta de ajuda especializada e todos os desafios que superei, não posso reclamar.


Com minha segunda filha, minha meta era fazer diferente. Busquei mais informação, tomei mais cuidado para não ter mastite, e lógico, com mais experiência, tudo tem sido mais fácil. Primeiro porque ela teve bem menos cólica que a mais velha. Isso preservou bastante minha sanidade e não fez com que os primeiros meses fossem tão cansativos. Segundo porque, melhor preparada e mais informada, pude fazer escolhas melhores.


Quando ela fez cinco meses, comecei a ordenhar e congelar leite. Voltei a trabalhar quando ela estava com cinco meses e meio. Então ela mamava em mim quando eu estava em casa, e eu ordenhava no meio da manhã no trabalho, almoçava em casa para poder amamentar e ordenhava de novo no meio da tarde no trabalho. Ah, sempre ordenhava antes de dormir também, para garantir o suprimento.


Hoje eu faço quatro ordenhas por dia. Antes de sair para trabalhar (sai pouco pois ela acabou de mamar), na hora do almoço no trabalho, no final da tarde no trabalho (ou logo que chego em casa se não da tempo, e se ela não quer mamar) e antes de dormir.


Assim, ela só está no leite materno. Não vou dar leite em pó para ela. Meu marido tem certa alergia ao leite de vaca, e minha filha mais velha também. Pena que só descobri isso tarde, muito depois de ela ter cinco otites em cinco meses seguidos.


Quando o suprimento de leite baixa, eu recorro ao leite de quinoa. Mas hoje posso dizer que 90% do leite que ela toma, é o meu.


Ela já passou pela fase de brigar com o peito (mais ou menos quando começou a mamar na mamadeira, quando voltei ao trabalho), pela fase de morder, e eu não desisti. Não foi fácil, mas foi muito mais fácil do que o abcesso mamário que tive da primeira vez.


A primeira coisa que fiz diferente para não deixar o leite secar como aconteceu com minha primeira filha foi garantir o número mínimo de mamadas/ordenhas. Também estou caprichando na alimentação. Com minha primeira filha, eu queria emagrecer logo, e estava fazendo uma dieta com pouco carboidrato e pouca gordura. Ou seja, sem energia para o leite. E por fim, a gestão do cansaço. Eu estou muito mais cansada do que quando amamentava minha primeira filha. Porque são duas meninas para cuidar, porque trabalho o dia todo, porque tem janta para fazer, porque são muitas ordenhas (passo umas duas horas plugada na bomba) etc. Mas quando durmo pouco, a produção de leite cai. Então tento dormir mais de fins de semana e umas duas noites por semana.

 


Um fator importantíssimo é o apoio da empresa. Ter um ambulatório decente e um chefe que apoia é fundamental para conseguir isso.

 

Terceiro depoimento – Mamãe Ediane

 

Minha experiência com amamentação foi maravilhosa, com 20 dias tive que dar complemento porque meu bebê sentia fome e eu não tinha leite suficiente, assim eu revezava entre uma mamada e outra pra encher os peitos rs, com 6 meses ele começou com as papinhas, sopas, sucos, mas eu sempre matinha os horários de mamada.

 

Voltei a trabalhar com 5 meses e meu receio era que ele largasse o peito porque eu queria muito dar de mamar até os 2 anos. E graças a Deus ele não largou, eu dava de mamar antes de sair pra trabalhar, quando eu ia em casa almoçar e antes dele dormir, fora que as vezes ele ainda mamava na madrugada.

 

Graças a Deus ele sempre se alimentou super bem, adora frutas, verduras, etc, procuro dar uma alimentação saudável a ele, nada de besteiras rs. Hoje faz 15 dias que o desmamei, após 22 meses e 15 dias e posso dizer que me sinto realizada.

 

Foi feito com calma e sem traumas. Se eu puder aconselhar alguma mamãe eu digo: amamente seu bebê por um bom tempo, é algo divino, inexplicável e lindo.

 

Depoimentos INSTAGRAM

 

@brutgmoraesMeu bebe vai fazer 6 meses dia 08/05 e só mama…tive dificuldade no começo pois meu bico é muito pequeno então usei o de silicone. A pediatra dele me deu parabéns até pq muitas mulheres tem dificuldade por isso e acabam desistindo de amamentar né, mas isso nunca passou pela minha cabeça…Ele é super saudável graças à Deus.

 

@brunareisferreiraAmamentei meu filho exclusivamente ate os seis meses. Depois disso começamos a introduzir os alimentos e ele continuou mamando. Hoje esta com 1 ano e 9 meses e mama sempre que quer. O segredo é ter tranquilidade, não dar atenção para o que as pessoas falam. Peito não é estoque de leite. É fábrica! O leite é fabricado durante a mamada. Logo se a criança não mama, o leite não é produzido. Não tive dificuldades com a pega. Nem preparei o peito antes dele nascer. Meu filho nasceu e mamou muito bem desde o começo. Tranquilidade, consciência de que esta fazendo o melhor para o bebê e apoio do marido é fundamental.

 

@maedothiago Minha amamentação foi no começo sofrido, meu seio rachou, meu príncipe mamava com sangue, mais fiquei firme mesmo chorando ou ouvindo que eu podia dar mamadeira pra que esse sofrimento. Mantive-me firme e hoje vejo os resultados meu bebe quase nunca vai ao médico, ele e saudável está no peso ideal uma saúde de ferro e hoje com TUDO bem Thiago mama ainda com #6meses e é o nosso momento, eu e ele. Importante pra mim.. essencial para ele e especial para nós dois. #AMAmentar por amor e por escolha. Com certeza a melhor escolha que fiz. A qualquer hora e a qualquer lugar até quando ele quiser.

 

@claudianalleal Amamentei exclusivamente até 6 meses e como complemento até 1 ano e 5 meses…não trabalhei durante esse período o q me ajudou muito…parei para cuidar do meu filho e foi a melhor coisa q fiz por mim e por ele! ah…não tive dificuldade nenhuma, bebia muito líquido e procurava não me estressar.

 

 Gente amamentar não é fácil mas tenham paciência,  e não desistam!
Coloquei um vídeo do Ministério da saúde muito legal. Espero que gostam.
Se não abrir, o link é esse: https://www.youtube.com/watch?v=d7syGErCbc4

 

 

 Vídeo com as posições para amamentar:
Se não abrir, o link é esse: https://www.youtube.com/watch?v=4zihTimXyUE

 

 

Sites sobre amamentação:

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